Sobre Nós

FlumenFest procura estabelecer um diálogo entre o cinema e os valores humanos a partir de uma estética original. Esta 1ª edição do festival tem como tema: Ao Encontro do Outro.

O cinema “dá que pensar” (donne à penser). É com esta paráfrase que o FlumenFest pretende dar corpo à riqueza simbólica do cinema como lugar de habitação humana. O cinema na sua potência simbólica é um apelo ao acto criativo que transcreve e reinscreve a matéria e a forma das coisas. É um pensar por imagens. É um olhar a vastidão do mundo para sentir diversamente a beleza creatural. É um acto vivente que suscita e mobiliza a nossa atenção para um outro modo possível de nos relacionarmos. O cinema é na sua essência acto simbólico que, indo além da expressão indicativa, presentifica uma visão imaginada das coisas. Sabedoria do olhar e do ver. É na sua essência um possível acto de transfiguração do quotidiano ambivalente!

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Sobre Nós

O cinema “dá que pensar” (donne à penser). É com esta paráfrase que o FlumenFest pretende dar corpo à riqueza simbólica do cinema como lugar de habitação humana. O cinema na sua potência simbólica é um apelo ao acto criativo que transcreve e reinscreve a matéria e a forma das coisas. É um pensar por imagens. É um pensar por imagens. É um olhar a vastidão do mundo para sentir diversamente a beleza creatural. É um acto vivente que suscita e mobiliza a nossa atenção para um outro modo possível de nos relacionarmos.

O cinema é na sua essência acto simbólico que, indo além da expressão indicativa, presentifica uma visão imaginada das coisas. Sabedoria do olhar e do ver. O cinema é na sua essência um possível acto de transfiguração do quotidiano.

A palavra latina flumen é já presença simbólica iluminante. Da sua raiz nasce duas ramificações originárias vitais: flumen (rio) e lumen (luz). Na sua essência, Flumenfestival é evocação do monumental acto poético da visão de João no livro do Apocalipse:

mostrou-me, depois, um rio de água viva, límpido como cristal […] No meio da praça da cidade e nas margens do rio está a árvore da Vida que produz frutos doze vezes ao ano; em cada mês o seu fruto, e as folhas das árvores servem de medicamento para as nações” (Ap 22, 1-2). 

Toda a essencialidade da vida está nesta poderosa imagem que reconfigura de modo novo a esperança humana. Um rio de luz, límpido, que passa por entre muralhas da cidade para nutrir a árvore da vida que alimenta a imaginação e as frágeis relações dos humanos. Nesta materialidade essencial reside uma simbólica que transfigura a necessidade em desejo de olhar o futuro com outra sensibilidade e hospitalidade: não mais haverá noite, nem terão mais necessidade da luz da lâmpada nem da luz do Sol, porque o Senhor Deus os iluminará” (Ap 22,5). É o oitavo dia da criação como mistério da ‘luz incriada’! É um rio luzente, bordo de água viva, que nutre a nossa imaginação, entre-abrindo o pensamento ao silêncio afectivo da diferença humana.

FlumenFest quer ser no meio da cidade dos homens esta água luzente discreta que escoa, não sem forma, não sem contorno, não sem luz. Não há imagens puras, fora do tempo e do espaço ou da história. A imagem é sempre corpórea, débil, porque se faz presente num corpo-rosto vivo, frágil. É um fluxo de visibilidade invisível de um corpo memorial, de transcendência. Um sentir condivisível que nos precede, origina e predispõe segundo uma afeição es(t)ética. 

Nesta mobilização do sentir humano, o cinema autêntico é lugar de imaginação de novos laços entre os humanos e de recriação dos traços do invisível no quotidiano. Essência do cinema é ser forma das imagens, espaço de atenção poética do sentido da vida. A sétima arte é síntese sinfónica de outros modos de ver: escrita e pintura, fotografia e música, dança e encenação, costumes e rituais, antropologia e ciência, teologia e fenomenologia. 

O cinema autêntico – metáfora da vida que se auto-transcende no dom de si à vida do outro – não simula a complexidade da existência, resolvendo-a numa encenação ligeira sem profecia nem apelação. Na sua completude de arte, o cinema narra a possibilidade de uma nova gramática existencial do crer. Crer fiducial, de acolhimento e de doação, imaginando possíveis confins de habitação humana. Uma gramática paulatinamente a interiorizar mediante uma iniciação ao sensível. Condividindo as palavras do pensador Alain Badiou, diremos que o cinema “é uma configuração sensível da verdade do mundo, criador de uma verdade do contemporâneo”.

FlumenFest pretende ser, portanto, uma criação aberta ao sentido de uma gramática generativa do humano; transportar Vida até o coração da cidade dos homens; gerar comunidades disponíveis para pensar e sentir em comum; ser um rio de luz na epifania e diafania de vozes, de sons, de imagens, de corpos, de rostos e sentimentos entrelaçados e iluminados pela criatividade fecunda. No fundo, ser um apelo à arte de sonhar a vida experienciando-a.

É nesta linha de abertura à diferença expressiva e criativa, de autores e temas diversificados, de proveniências múltiplas, de imagens e sensações, de pensamentos e vontades, de silêncios e diálogos, que auguramos que o FlumenFest ajude a desvelar visões outras e modos outros de habitar fraternalmente este nosso mundo. É neste sonho tão possível que condividimos o suspiro do imemorial cineasta Andrei Tarkovski: “o sentido do homem sob esta terra é elevar-se espiritualmente, a arte serve para o homem se elevar espiritualmente, elevar-se além de si mesmo”.

Programa

A 1ª edição de FlumenFest surge num desafio de apresentar uma programação alternativa onde o espetador é convidado a olhar o mundo de uma forma singular. Aliado à Sétima Arte, o festival propõe outras linguagens de reflexão: na música, concertos de vários géneros que irão proporcionar noites inspiradoras... Na arte contemporânea, com exposições fotográficas e instalações vídeo e para promover a região do Minho, nada melhor do que o artesanato local e a gastronomia surpreendente!

Gonçalo Gonçalves

TOCHAPESTANA

TOCHAPESTANA

FlumenFest organiza um concerto TOCHAPESTANA e apresenta três filmes realizados por Gonçalo Tocha: Balaou (2007), Torres e Cometas (2012) e A Mãe e o Mar (2013).

Cartazes
Manuel Fúria

Manuel Fúria e os Náufragos

Manuel Fúria

Manuel Fúria não é um cantor, tanto quanto o Padre António Vieira não é um escritor. Fúria é um compositor profundamente comprometido com as suas raízes: o Portugal rural feito de árvores, campanários, rixas e desamores, a Lisboa multicolor capital do seu coração, a transgressão do roque que vem do estrangeiro, as batidas de anca do Bairro das Murtas (tirado de http://amorfuria.pt/casa/manuel-furia).

Música de Câmara do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian - Braga.

Conservatório de Música Calouste Gulbenkian - Braga

Concurso

O prazo de inscrição e de envio dos filmes é 15 de Janeiro 2015.

São admitidos à competição internacional de longas-metragens filmes de duração igual ou superior a 60mn e produzidos entre 2012 e 2014. Para a competição internacional de curtas metragens serão admitidos filmes com uma duração inferior ou igual a 30mn. Em ambos casos, podem ser documentários, filmes de ficção, filmes de animação, filmes experimentais. Não são aceites filmes de caráter comercial ou institucional.

Antes de fazer a inscrição do seu filme leia com atenção o regulamento do Festival FlumenFest.

Registo Efetuado com sucesso!

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Qualquer dúvida, contacte-nos para o dir@flumenfest.pt

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Contatos

FlumenFest / Auditório Vita
Seminário Nossa Senhora da Conceição
Rua de São Domingos, 94C
4710-435 BRAGA

dir@flumenfest.pt

www.flumenfest.pt

Inês Gil — Professora de Cinema e Realizadora
Marc Monteiro — Diretor do Auditório Vita

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